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História de Igaratá
Nascida no fundo do vale do Rio do Peixe, quase na
confluência do Rio Jaguari, a pequena povoação não legou
registros. O pequeno amontoado de casas que surgiu em torno da
capela erguida pela devoção de uma fazendeira, deixou apenas
lendas e histórias contadas de memórias pelos mas antigos. Nem
mesmo anotações batismais ou de casamentos registram a passagem
das missões pela aldeia. O primeiro registro oficial marca o início
da primeira fase da história da cidade.
No dia 19 de Abril de 1.864, a Capela de Nossa Senhora do
Patrocínio é levada à categoria de Freguesia e anexada à
Comarca de São José dos Paraitininga . Quatro anos depois, no
dia 09 de Maio de 1.868, a Freguesia muda de Comarca, com anexação
ao município de Santa Isabel.
Em 23 de Abril de 1863, com o mesmo nome, pela lei n.º 80 do
Imperador, foi transformada em Município e anexada à comarca de
Jacareí. O nome Igaratá, denominação de canoas com encostados
altos , utilizada pelos índios guaranis que viviam na região
passou a designar o nome da cidade em 22 de Dezembro de 1.906,
através da lei n.º 1402.
Como município, constituiu-se apenas como Distrito de Paz de
Igaratá, e assim foi até que, em 21 de Maio de 1.934, o município
foi extinto e anexado novamente a Santa Isabel. Em 1.954, pela lei
2456 de 30 de Dezembro tornou-se novamente independente e,
emancipado administrativa e politicamente, condições em que
permanece até hoje.
No início dos anos 60, surgiu o projeto de construção de uma
represa que produzisse energia para satisfazer as necessidades de
desenvolvimento do Vale do Paraíba. Por sua condição de
ribeirinha do Rio Jaguari, decidiu-se sacrificar a cidade. Com
muitos esforços e dedicação das autoridades municipais, em
1.968 surgiu a esperança de se reconstruir a cidade em outro sítio.
Em 24 de Abril de 1.969 chegaram as primeiras máquinas para a
construção da Nova Igaratá, marcando o início da Segunda fase
da história do Município.
Em 5 de Dezembro de 1.969, debaixo de pesadas chuvas, a população
foi obrigada a deixar a cidade velha trasladando-se para a nova
cidade ainda em construção. Nesta época ainda não havia
abastecimento de água, que era feito por caminhões da Prefeitura
e da Cesp. Todo o centro da cidade era um imenso canteiro de
obras.
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